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Glaucoma: uma ameaça silenciosa

O glaucoma acomete cada vez mais idosos no mundo todo. A doença silenciosa pode causar cegueira irreversível, mas não produz sintomas evidentes até as fases mais avançadas, alertam oftalmologistas.

Estima-se que o número de pessoas com glaucoma deva aumentar em mais de 200% até 2050, o que realça a urgente necessidade de mais iniciativas relacionadas a conscientização, detecção precoce e estratégias tearpêuticas avançadas.

O glaucoma é a segunda principal causa de cegueira no mundo, afetando 3 milhões de pessoas só nos EUA. Ainda assim, metade das pessoas acometidas não sabe que têm a doença, segundo os Centers for Disease Control and Prevention (CDC). 

Uma pesquisa realizada recentemente na Göteborgs Universitet, na Suécia, demonstrou a natureza silenciosa do glaucoma: 5% de 560 participantes com 70 anos tinham a doença, e a metade não sabia do diagnóstico antes de participar do estudo. 

Logo que os sintomas surgem, alguns pacientes podem notar pontos cegos irregulares na visão periférica, que passam a ocupar a visão central nos estágios mais avançados da doença.
Embora muitos achem que estejam apenas mais desajeitadas com o avançar da idade, muitas vezes há uma doença que pode ter sua progressão retardada com o tratamento correto. 

O glaucoma ocorre em função do aumento da pressão intraocular, causando danos ao nervo óptico, que é responsável por transmitir informações do olho para o cérebro. Se não for tratada, a doença leva à perda parcial ou total da visão. Muitas vezes, a evolução é gradual, sem sintomas perceptíveis nos estágios iniciais, o que fez com o glaucoma passasse a ser conhecido como o “ladrão silencioso da visão”.